Enigma

Segunda-feira, 2 de Julho de 2007 às 5h47m

É o que dá escrever a estas horas da madrugada, saem coisas destas como a que se segue.

Há uns tempos largos estava eu a pensar na eterna pergunta: “Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?” E a resposta surgiu-me, bastante óbvia naquele momento, mas um bocado fora do esperado.

E a resposta é: o pintainho. Porquê? Ora, o ovo não nasce, é posto pela galinha, e nenhuma galinha nasce já completamente desenvolvida do ovo. Logo a resposta lógica é o pintainho, que é o único que verdadeiramente nasce neste ciclo.

O problema que me surgiu agora é que “pintainho” não está compreendido entre as soluções disponíveis para dar resposta à pergunta. Por isso, faço eu mais duas perguntas:

  • Até que ponto é que o pensamento divergente é importante na nossa vida, seja para nos rirmos um bocado no dia a dia ou para encontrarmos uma solução a um problema em contexto profissional?
  • Será que respeitar as regras definidas à partida é mais importante do que encontrar uma solução quebrando-as?

Não sei porquê, mas naquela altura, quando me surgiu a resposta, senti-me muito importante e inteligente. :P

Partilhar

5 Comentários

  1. Devemos quebrar as regras para conseguir uma solução! Viva la revolucion!
    Como por exemplo mudar a pergunta de “what came first” para “o que nasceu primeiro” que tem sentidos completamente diferentes. :P

  2. Decidi vir aqui espreitar enquanto estou à espera que o novo episódio de 4400 saía na USA. Lê com atenção esta página http://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_da_Incompletude_de_G%C3%B6del (a página correspondente em Inglês é muito melhor), tentar formalizar a matemática (e por sua vez problemas lógicos como este) em axiomas básicos era o sonho de Hilbert - http://en.wikipedia.org/wiki/Hilbert%27s_problems - mas é impossível.

    Para responder às tuas perguntas, acho que depende de quão apaixonada / maluca és pelo tema que estás a atacar, mas num “realm” absolutamente profissional ninguém tem paciência para atacar problemas deste tipo. Erdös dizia “Um problema digno de ataque demonstra o seu valor ripostando”… Isso de quebrar as regras (ou pelo melhor, supor que se quebra) tem uma palavra muito fixe (é formada por justa-posição… contra qualquer coisa…) pode ajudar apenas na medida em que se provares que o resultado existe e, que a abordagem inversa não a prova então só pode querer dizer que a inversa da inversa prova, por exemplo:

    “The oldest known proof for the statement that there are infinitely many prime numbers is given by the Greek mathematician Euclid in his Elements (Book IX, Proposition 20). Euclid states the result as “there are more than any given [finite] number of primes”, and his proof is essentially the following:

    Consider any finite set of primes. Multiply all of them together and add one. The resulting number is not divisible by any of the primes in the finite set we considered, because dividing by any of these would give a remainder of one. Because all non-prime numbers can be decomposed into a product of underlying primes, then either this resultant number is prime itself, or there is a prime number or prime numbers which the resultant number could be decomposed into but are not in the original finite set of primes. Either way, there is at least one more prime that was not in the finite set we started with. This argument applies no matter what finite set we began with. So there are more primes than any given finite number.”

    Sobre a eventualidade de uma experiência contrariar a teoria da relatividade Einstein disse: “Deus é subtil, mas não malicioso”, frase que foi depois explicada pelo mesmo: “A Natureza não esconde os seus segredos por malícia, mas sim devido à sua imensidão”. Einstein, (incrédulo num Deus pessoal) refere-se a Deus como metáfora da Natureza.

    PS: Nice reCAPTCHAs!!

  3. Que graaaande comentário!
    Alix, sim de facto o que disseste está muito interessante… ou podias limitar-te a dizer algo inteligente do tipo “yah…”.

  4. “Até que ponto é que o pensamento divergente é importante na nossa vida, seja para nos rirmos um bocado no dia a dia ou para encontrarmos uma solução a um problema em contexto profissional?”

    A resposta é simples, pode ser o “yah” sugerido pelo diogo ou a analise de uma opinião adjacente de outrem como ponto de vista.. mas no fundo o que realmente importa não é quem nasceu primeiro muito menos o como de isso acontecer. Visto que simplestemente essa situação acontece sem qualquer controle por parte das pessoas, ou de qualquer influencia por parte do meio em que coexiste (dizer que o ovo tava no rabo da galinha não vale… LOL), apenas podemos chegar a conclusão de que o importante é o porque disso acontecer (mesmo que seja uma situação destas que aparentemente não tem lógica)… todos somos importantes e inteligentes até porque temos ideias e opiniões diferentes (e nada podemos fazer para evitar isso). LOL Assim sugiro que indiferentemente de quem nasceu primeiro o importante é “ser feliz enquanto és vivo, pois vais passar mais tempo morto!” LOL. E pensar ´uma optima forma de ser feliz, visto que isso que nos faz sentir bem como ser humano neste mundo cada vez mais desinteressado pelas situações que o rodeia.

    PS: Porra tive bem agora!! hauhauhaua xD

  5. Ora bem… “O ovo ou a galinha”…
    Será que a tua teoria é de alguma forma aprovada por Freud?

    ^^

Comentar?

(necessário)

(não será divulgado) (necessário)

Tags de XHTML permitidas: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <blockquote> <code> <em> <strike> <strong>

Caracteres especiais precisam de ser codificados. (ex.: < &lt; , > &gt;)

Fechar
E-mail It